A empresa portuguesa alienou os escritórios e a cave que estavam ligados ao vinho Sandeman Jerez, depois de em 2004 ter vendido ao mesmo grupo espanhol as vinhas que detinha nesta região espanhola. Fonte oficial da Sogrape escusou-se a revelar qual foi o valor da operação, frisando apenas que a marca Sandeman se mantém nas mãos da Sogrape.
A Sogrape tem vindo a produzir o vinho Sandeman Jerez tendo por base fornecedores locais. Aliás, após a vendas das vinhas, o grupo espanhol Nueva Rumasa firmou um contrato de fornecimento para a marca Sandeman dos vinhos do Jerez. Segundo a mesma fonte, a Sogrape vai agora "concentrar esforços na dinamização da marca Sandeman aos níveis comercial e de marketing". A aposta estará centrada na Alemanha, mercado onde a Sandeman Jerez é líder nos vinhos do Jerez, e na Holanda, onde também detém uma forte posição, adiantou ainda. A Sogrape irá manter um escritório em Jerez de la Frontera (noutro local) e a cave agora alienada, que está aberta ao público, continuará a manter um centro de visitas ligado à marca Sandeman Jerez. Saliente-se que a marca Sandeman comercializa vinho do Porto e vinho do Jerez.
A Sogrape, que detém 18 marcas entre vinho do Porto e vinhos de mesa do Alentejo, Dão, Douro, verde e rose, tem também presença internacional na Argentina, Nova Zelândia e Chile. O grupo liderado por Salvador Guedes tem vindo a apostar no Novo Mundo vinícola, tendo feito a primeira incursão na Argentina, em 1997, com a compra da Finca Flichman. Já mais recentemente, a empresa comprou a Framingham, na Nova Zelândia, ao grupo Pernord Ricard, e a empresa chilena Chateau Los Boldos à família Dominique Massenez.
O grupo português facturou 181,9 milhões de euros em 2008, representado as exportações cerca de 85% das vendas. A Sogrape prevê para este ano um crescimento no volume de negócios, apesar da quebra no consumo sentida a nível nacional e internacional. Os vinhos de mesa têm sido bem acolhidos pelo mercado, sendo que o negócio do vinho do Porto tem sido mais penalizado.